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65 AnosHÁ 65 ANOS ERAM TRÊS, HOJE SÃO 3500DeHistória(s)

A Deltanasce em 1961num armazémcom apenas 3funcionários

1961 —2026
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A família Nabeiro da esquerda para a direita:

Rita Nabeiro, Rui Miguel Nabeiro, João Manuel Nabeiro,

Rui Nabeiro, Helena Nabeiro, Ivan Nabeiro e Marcos Tenório

1931
Capítulo I
1945

O ano de nascimento de Rui Nabeiro

— 1939 —
Manuel Rui Azinhais Nabeiro

(Fundador)

Manuel Rui Azinhais Nabeiro nasceu em 28 de março de 1931 em Campo Maior, numa família humilde, “mas não pobre”, como sempre fez questão de sublinhar nas suas entrevistas.

O pai, motorista de um médico, trabalhava arduamente para garantir que os filhos frequentassem a escola, um privilégio raro na época.

Apesar da simplicidade, os sacrifícios dos pais permitiram que Rui e os irmãos tivessem uma vida mais digna.

Naquela época, Portugal vivia sob uma ditadura militar, com Salazar a tentar recuperar a economia pós-1929, enquanto a população enfrentava desemprego e fome. Esse ambiente moldou o caráter de Rui Nabeiro, que aprendeu desde cedo o valor do esforço e da resiliência.

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Em 1928, António de Oliveira Salazar assume o Ministério das Finanças com o objetivo de equilibrar as contas de um país falido.

Rigoroso no controle de despesas, ganha a confiança do Presidente Carmona, que o nomeia presidente do Conselho de Ministros em 1932.

Salazar elabora uma nova Constituição, aprovada em referendo com 99,5% dos votos, graças à inclusão das abstenções como votos favoráveis. O documento estabelece os pilares do Estado Novo, baseado em nacionalismo, corporativismo, doutrina social da Igreja e autoritarismo centralizado na sua figura.

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A vida Alentejana e o início do Estado Novo

No início dos anos 1930, o Alentejo era descrito como uma região árida, de paisagens desoladas e clima extremo. Portugal tinha cerca de sete milhões de habitantes, com metade da população a viver da agricultura e um analfabetismo superior a 60%.

Em Campo Maior, no distrito pouco populoso de Portalegre, Rui Nabeiro recordava uma infância marcada por trabalho árduo e falta de reconhecimento.

“Não existia aqui no Alentejo vida para viver. Existia vida de passar o tempo trabalhando e lutando, sempre para alguém que não nos reconhecia. Hoje isso não acontece assim, há uma melhoria extraordinária. As pessoas mais humildes aqui de Campo Maior trabalham, mas também vivem. A maior mudança é esta: começámos a ser mais humanos.”

Rui Nabeiro, quando recordava a sua infância

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Estradas poeirentas, planaltos calcinados, rochedos xistosos ou graníticos que se enovelam aqui e ali como que retorcidos de sofrimento, algumas oliveiras e carvalhos, ascetas solitários nestas estepes infinitas. Ar seco, dias escaldantes e noites frias, horizontes longínquos bordejados por cumeeiras azuladas pela distância.

É assim o Alentejo visto pelo geógrafo francês Louis Papy, que no início da década de 1930 anda em viagem por Portugal.

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Almada Negreiros é autor de vários cartazes de propaganda do Estado Novo. Este, de 1933, apela à participação no plebiscito constitucional.

Na raia: O contrabando como forma de vida

1935

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A criação de uma nova marca

— 1937 —
Cafés Camelo
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(A primeira marca)

A ligação da família Nabeiro ao café começou nos anos 1930 com Joaquim dos Santos Nabeiro, que torrava café em Espanha de forma ilegal e depois fundou a marca Cubana. Com a ajuda de um amigo espanhol, construiu a primeira fábrica em Campo Maior, ainda pequena e artesanal. Durante a guerra, o negócio cresceu, mas gerou concorrência familiar. O irmão João criou a marca Cubano, e a rivalidade entre ambos intensificou-se.

Em 1937, após dificuldades com a Cubana, Joaquim uniu-se ao irmão Manuel (pai de Rui Nabeiro) e a um cunhado para criar a marca Camelo, inspirada no tabaco Camel. A Camelo expandiu-se na região da Estremadura, enquanto as outras marcas se dividiram por diferentes zonas de Espanha. Apesar de problemas legais com a Philip Morris pelo nome, a Camelo manteve-se focada exclusivamente no café.

1939
Capítulo II
1945

Uma família ligada ao negócio de café

— 1944 —
Com sacos às costas, carregados de café, os contrabandistas atravessam a fronteira de Espanha. Joaquim dos Santos Nabeiro é o terceiro na foto.

Com sacos às costas, carregados de café, os contrabandistas atravessam a fronteira de Espanha. Joaquim dos Santos Nabeiro é o terceiro na foto.

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O Tio Joaquim,

Um exemplo para a vida

(Aprendizagem)

Aos 13 anos, Rui Nabeiro começou a trabalhar com o tio Joaquim, transportando sacos de café na fábrica Camelo. Joaquim Nabeiro, um empreendedor audacioso, iniciou-se no contrabando de café entre Portugal e Espanha, chegando a ser preso durante a Guerra Civil.

Fundou uma torrefação em Campo Maior e expandiu os negócios com a venda de alimentos na fronteira. Para Rui, o tio foi um mentor e exemplo de trabalho e ambição, deixando-lhe uma lição de independência e determinação.

Ao contrário dos tios, Rui Nabeiro não precisou de atravessar a fronteira com sacos de café às costas. Em vez disso, coordenava o abastecimento, garantia clientes e organizava o transporte. O contrabando já era mais estruturado, mas ainda arriscado, com detenções frequentes. Apesar do perigo, permitia-lhe viver um pouco melhor, mas sem grandes fortunas. Desde cedo, focou-se no café.

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— 1946 —

A Bola da Torra de Café

Uma das primeiras Bolas da Delta e está em exposição no Centro de Ciência do Café, em Campo Maior.

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“O meu hobby era o café.”

Rui Nabeiro

Aos 14 anos, Rui Nabeiro troca os carregamentos pelo pequeno torrador manual da fábrica do tio, onde aprende os segredos da torra do café. Controla a temperatura entre 190 e 240 °C, equilibra a entrada e saída do ar e acompanha o estalar dos grãos, sinal de que estão a ficar prontos. Trabalha de manhã à noite, num esforço físico intenso. “Não tinha tempo para hobbies, nem para divertimentos. O meu hobby era o café.”

  • 1950
  • 1951
  • 1952
  • 1953
  • 1954
  • 1959
  • 1950
    A morte do Pai

    Com a morte do pai, Rui Nabeiro assume o seu lugar na empresa da família. Sem filhos, Joaquim d’Olaia vê nos sobrinhos a continuidade do negócio, e Rui destaca-se pelo trabalho árduo. “Não tive juventude. Tive de assumir a posição do meu pai na empresa”, recorda. O comércio do café em Campo Maior continua a ser dominado pelos Nabeiro, mas Rui diferencia-se ao transformar a atividade num empreendimento mais estruturado e menos aventureiro que o dos pioneiros do contrabando.

    Manual dos Santos Nabeiro
    Manual dos Santos Nabeiro
  • 1951
    A Carta da Mãe para o Presidente da República

    Em 1951, a mãe de Rui Nabeiro pede ao Presidente Craveiro Lopes que isente o filho do serviço militar, alegando que ele é seu único amparo. O pedido é negado, pois essa condição não justifica a isenção.

    A Carta da Mãe para o Presidente da República
  • 1952
    O Soldado Manuel Rui Azinhais Nabeiro

    Em 1952, após a negação do pedido de isenção, Rui Nabeiro cumpre 103 dias de serviço militar no Quartel de Elvas, no Batalhão de Caçadores 8, como observador telemetrista.

    Bilhete de identidade
  • 1953
    O casamento de Alice e Rui

    Após o serviço militar, Rui Nabeiro casa com Alice a 25 de outubro de 1953, em Campo Maior. Juntos desde a infância, construíram uma relação baseada na compreensão e no apoio mútuo, da qual nasceram dois filhos, João Manuel e Helena Maria.

    O casamento de Alice e Rui
  • 1954
    Nasce João Manuel, o primogénito de Rui e Alice Nabeiro

    João Manuel, primogênito de Rui e Alice Nabeiro, nasce na rua de Badajoz, junto ao estádio do Campomaiorense. Estuda Engenharia Eletrotécnica em Lisboa, mas acaba por se dedicar totalmente à Delta a partir dos anos 70, impulsionando a publicidade da marca e a aposta no futebol. Nos anos 90, lidera o Campomaiorense até à primeira divisão e à final da Taça de Portugal. Mais tarde, foca-se em projetos comunitários e turísticos, sempre seguindo o exemplo do pai.

    Nasce João Manuel, o primogénito de Rui e Alice Nabeiro
  • 1959
    É uma menina! O nascimento da filha Helena

    Helena Maria, filha de Rui e Alice Nabeiro, cresce envolvida no negócio da família e torna-se uma peça-chave no Grupo Nabeiro. Como administradora, lidera a inauguração do Museu do Café em 1994 e, mais tarde, do Centro Ciência do Café em 2014, promovendo a história, ciência e tecnologia do setor.

    O nascimento da filha Helena
1961
Capítulo III
1973

Fundação da delta

— 1961 —
Embalagem de Café

(Fundação)

Com apenas três funcionários, Rui Nabeiro funda a Delta em Campo Maior. Após alguns anos marcados por dificuldades e duas delicadas cirurgias (resultado de uma vida de árduo trabalho), decide transformar a dor em força e cria a marca que será um case study e fará dele um exemplo de sucesso empresarial.

O primeiro ano da Delta não é fácil, com um mercado pequeno e resistência à nova marca. Inaugurada em 1961, num armazém de 50m², Rui Nabeiro começa por vender cevada para contornar as dificuldades.

Conciliando o novo negócio com o trabalho na Torrefação Camelo, levanta-se às 3h30 para trabalhar.

Com apenas três empregados reformados e financiamento obtido através de poupanças e crédito, aposta numa abordagem inovadora: assistência ao cliente, facilitação de crédito e entregas diretas. O nome “Delta” é sugerido pela empresa responsável pelas patentes, escolhido pela sonoridade e facilidade de pronúncia. O modelo de negócio dá prejuízo no início, mas garante o crescimento da marca.

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(As viagens)

Três anos após a criação da marca, a Delta continua a crescer e, depois de Lisboa e Coimbra, inaugura o seu entreposto comercial no Porto. Sediado na Senhora da Hora, nasce com funções de armazenamento e de distribuição, contando com uma pequena equipa de vendedores que assegura as transações comerciais.

Rui Nabeiro talvez não precise de ir todas as semanas ao Norte, mas também ele quer estar o mais perto possível de todos os seus trabalhadores, mesmo que isso implique longas viagens de sete horas, desde Campo Maior. Viagens feitas naquele que é o primeiro veículo ao serviço da empresa – uma robusta e fiável Ford Fordson verde e amarela, comprada em segunda mão pelo seu tio Joaquim. É nela que viaja por todo o país, quase sempre em trabalho.

Mas mesmo quando estacionada nas instalações da Delta, em Campo Maior, a carrinha está pronta para eventualidades e emergências, seja visitar um cliente ou transportar alguém para o hospital. Um carro para todo o serviço, que o tempo se encarregou de transformar em peça de museu: hoje é uma das principais atrações do Centro de Ciência do Café.

Ford Fordson verde e amarela, em exposição no Centro de Ciência do Café.

Ford Fordson verde e amarela, em exposição no Centro de Ciência do Café.

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Herdade dasArgamassas

É uma herdade que me diz muito, que me toca no fundo da alma.

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Rui Nabeiro adquire a Herdade das Argamassas, onde mais tarde instalará o complexo industrial da Novadelta e concretizará o sonho de produzir o seu próprio vinho. A tradição vinícola de Campo Maior, onde até as famílias mais pobres cultivavam vinho para consumo próprio, serve-lhe de inspiração. Com 106 hectares, a herdade representa um novo capítulo na sua história, unindo negócio e emoção. Desde criança que admirava aquelas terras, sem imaginar que um dia seriam suas. “Toca-me no fundo da alma”, confessa, ao recordar os avós e a ligação às raízes que sempre o moveram.

Vinte casas para os trabalhadores da Delta

— 1969 —
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A 1 de maio, Dia do Trabalhador, são inauguradas 20 moradias construídas para os funcionários da Delta e suas famílias. Numa época em que a responsabilidade social ainda não era tema, Rui Nabeiro já se preocupava com o bem-estar dos seus colaboradores. Adquiriu um terreno entre a fábrica da Delta e a Torrefação Camelo, cofinanciou as casas e garantiu prestações acessíveis. Apesar de potenciais conflitos com o regime, conseguiu viabilizar o projeto e contou com a presença do arcebispo de Évora na inauguração. Uma placa de agradecimento eterniza a gratidão dos empregados pelo seu gesto.

Fotografia © Enric Vives-Rubio

Fotografia © Enric Vives-Rubio

Chávenas Delta: Um património de porcelana

As chávenas da Delta surgem nos anos 70 e tornam-se um ícone da marca. Inicialmente produzidas em faiança e tons castanhos, evoluem para designs mais estilizados e coloridos nos anos 80. A partir dos anos 90, surgem edições de colecionador para ocasiões especiais e eventos históricos, como a Expo’98 e campeonatos de futebol. Estas peças, símbolo do património emocional da Delta, têm hoje lugar de destaque no Centro de Ciência do Café.

1974
Capítulo IV
1983

O início da terceira geração

— 1979 —
Rita e Rui com o Pai, João Manuel, numa visita à fábrica Delta.

Rita e Rui com o Pai, João Manuel, numa visita à fábrica Delta.

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Rui Miguel

Rui Miguel

CEO Delta Cafés

Rita Nabeiro

Rita Nabeiro

Diretora Geral Adega Mayor

Ivan Nabeiro

Ivan Nabeiro

Co-Administrador Delta Cafés

Ivan Nabeiro à esquerda, com o irmão Marco

Ivan Nabeiro à esquerda, com o irmão Marco

(Os netos)

Rui Miguel e Rita Nabeiro, netos de Rui Nabeiro, nasceram em Lisboa e cresceram com a Delta presente na sua infância, recordando visitas à fábrica e brincadeiras nos armazéns. Rui Miguel licenciou-se em Gestão de Empresas e entrou na Delta em 2003, lançando a Delta Office e mais tarde o sistema de cápsulas Delta Q, um dos projetos mais marcantes da empresa. Rita estudou Design de Comunicação e começou a trabalhar numa agência de publicidade, mas acabou por criar a Adega Mayor dentro do Grupo Nabeiro, depois de apresentar a sua proposta como uma cliente externa. Ambos destacam o papel inspirador do avô, que sempre soube motivar e orientar com equilíbrio. Atualmente, Rui Miguel é CEO da Delta Cafés e Rita é diretora-geral da Adega Mayor, assumindo papéis de liderança no Grupo Nabeiro.

Ivan Nabeiro, terceiro neto de Rui Nabeiro, nasce a 3 de janeiro de 1983 e desde jovem demonstra espírito de liderança, sendo cabo fundador do Grupo de Forcados Académicos d’Elvas. Licenciado em Gestão de Empresas, entra para a Delta aos 24 anos e passa por várias áreas da empresa para conhecer a fundo o seu funcionamento. Aprofunda os seus conhecimentos com formações em marketing, vendas e café no Brasil, aproximando-se do avô para aprender com a sua experiência. Com o tempo, assume a gestão das iniciativas de responsabilidade social da empresa, ligadas à Associação Coração Delta e ao Centro Educativo Alice Nabeiro, além de liderar o comité de sustentabilidade. Atualmente, é administrador da Delta e uma das vozes da nova geração encarregue de continuar o legado da família.

1984
Capítulo V
1998

O crescimento da delta

— 1984 —
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Novadelta: a maior fábrica de torrefação da Península Ibérica

À medida que a Delta vai crescendo, as necessidades de torrefação de café vão-se tornando, naturalmente, cada vez maiores.

A primeira – e mítica – bola de torra com que tudo começou em 1961 já não chega, nem de perto, para as encomendas. Assim, entre o final dos anos 70 e o início da década seguinte, o processo da torra do café começa a ser deslocado do centro de Campo Maior para a enorme Herdade das Argamassas, adquirida em 1968.

Rui Nabeiro monta ali uma primeira nave de torrefação, depois outra, e o complexo vai progressivamente crescendo e vai-se modernizando a partir daí, para conseguir responder aos pedidos dos clientes.

Entretanto, os serviços de armazenagem e empacotamento deixam também o centro da vila, os açúcares idem, e, em 1984, a chamada Novadelta, a unidade industrial do grupo, torna-se a maior fábrica de torrefação da Península Ibérica. Ou seja, se já é um ícone indiscutível da região, a Delta caminha, a passos largos, para se tornar a grande referência a nível nacional.

Delta leva o Benfica à Final da Taça dos Campeões Europeus

— 1988

Força Benfica, força e genica Muita firmeza na final. Toda a destreza numa proeza Ganhar a taça para portugal Dá-lhes com raça, é nossa graça. E temos asas para voar. Temos equipa, força Benfica À campeão, marcar, marcar.

Os pacotes de açucar

— 1989 —

No final dos anos 1980, a Delta expandia-se nacionalmente e investia em diversas formas de comunicação com o público. Além de chávenas, pacotes de açúcar e anúncios, apostava em itens promocionais como autocolantes, porta-chaves, pins e calendários de bolso, essenciais na época. Um dos mais marcantes foi o que adaptava o retrato de Fernando Pessoa por Almada Negreiros, acrescentando-lhe uma chávena Delta e a frase “Todos os Pessoas bebem café Delta.

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Despertar todos os dias com António Sala e Café da Delta

— 1990
António Sala

O programa “Despertar”, da Rádio Renascença, era um enorme sucesso nos anos 80 e contava com o patrocínio da Delta. Apresentado por António Sala e Olga Cardoso, começava com um jingle interpretado por grandes nomes da música portuguesa. A parceria com a Delta era forte, com passatempos como “Nem sim nem não”, que premiava ouvintes com café e chávenas. Sala também fazia locuções para a marca e trabalhava diretamente com Rui Nabeiro.

As emissões especiais de “Despertar” sucedem-se, mas a do Dia Mundial do Café, gravada ao vivo num Campo Pequeno a abarrotar, fica na memória do anfitrião. “Foi um evento magnífico, com todos os artistas que estavam na berra e muitas canções sobre café. Até veio na primeira página dos jornais.” O principal patrocinador? A Delta, pois claro.

Onde está Brigite Monique? Herman José desvenda o mistério

— 1992

Nos anos 90, a Delta intensifica o investimento em campanhas televisivas. Uma das mais icónicas surge em 1992, com Herman José a interpretar o detetive Dick Shade na busca pela resposta à pergunta “Onde está Brigite Monique?”. A campanha, criada pela agência Neovox, foi concebida para fortalecer a presença da marca no retalho, especialmente no segmento dos pacotes de quarto de quilo nos supermercados.

João Manuel Nabeiro recorda com satisfação o impacto desta ação e a colaboração com Herman José, seu contemporâneo. A campanha foi um sucesso imediato junto dos consumidores e incluiu um concurso que desafiava os participantes a enviar símbolos das embalagens Delta. O entusiasmo gerado foi tal que a empresa recebeu milhares de cartas para o sorteio final, cujo prémio de 100 mil euros foi entregue em direto na RTP1, num momento de grande visibilidade para a marca.

Tecnidelta, o primeiro hospital de máquinas de café

— 1993

A Tecnidelta nasce nos anos 80 para garantir assistência técnica às máquinas de café, evitando devoluções de lotes por falhas no equipamento. Em 1993, abre um polo em Campo Maior, um “hospital” de máquinas com um vasto armazém de peças. Com o tempo, expande-se para a produção de máquinas e o design de espaços de cafetaria.

Tecnidelta
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A liderança no mercado dos cafés e um museu

— 1994

33 anos depois, a Delta alcança a liderança no mercado português de café, um marco que coincide com a certificação da Novadelta pelo Instituto Português da Qualidade – a primeira do género para uma empresa de torrefação em Portugal. Para assinalar este feito, Rui Nabeiro concretiza um sonho antigo e inaugura, a 21 de dezembro, o Museu do Café. Situado na Herdade das Argamassas, perto da fábrica da Novadelta, o espaço reúne um acervo significativo sobre a história do café e da Delta, permitindo aos visitantes conhecerem a origem, produção e impacto da bebida, bem como o contrabando do café na região da raia. Entre as peças em exposição encontram-se máquinas, moinhos, chávenas, a primeira bola de torra e o primeiro carro de distribuição da marca. Em 2014, o museu é integrado no Centro de Ciência do Café, ampliando a sua oferta educativa e cultural.

1996
Capítulo VI
2008

Olhar para o futuro

— 1997 —
15 de agosto de 1998, é descerrada na Avenida da Liberdade a estátua de Rui Nabeiro

15 de agosto de 1998, é descerrada na Avenida da Liberdade a estátua de Rui Nabeiro

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O café oficial da Expo’98 (e uma estátua)

(Um ano especial)

Em 22 de maio de 1998, a Expo’98 abre as portas em Lisboa, transformando a zona oriental da cidade e atraindo as atenções de Portugal e do mundo. Com o tema “O Futuro dos Oceanos”, esta última grande Exposição Mundial do século XX torna-se um marco de modernidade e renovação urbana. A Delta, sempre atenta a grandes eventos, marca presença como o café oficial da exposição.

Ao longo de quatro meses, a marca de Campo Maior serve mais de seis milhões de cafés nos 137 pontos espalhados pelo recinto. São consumidas 42 toneladas de café e distribuídas 20 mil chávenas criadas especialmente para o evento, consolidando ainda mais a notoriedade da Delta num período de forte crescimento.

Mas 1998 reserva ainda outro momento especial. No dia 15 de agosto, Campo Maior presta uma homenagem a Rui Nabeiro com a inauguração de uma estátua na Avenida da Liberdade. Esculpida em bronze por Laureano Ribatua, a obra retrata um Rui Nabeiro sereno e acessível, refletindo o seu espírito de serviço e dedicação à terra que sempre fez questão de apoiar. Visivelmente emocionado, Rui Nabeiro reforça, no discurso da inauguração, o seu compromisso com a comunidade que tanto estima.

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Um café por Timor Lorosae

(Solidariedade e impacto)

Em 1999, Rui Nabeiro viaja até Timor para apoiar os produtores locais de café após a independência. Em vez de apenas comprar o café, investe na capacitação das cooperativas, fornecendo equipamentos e conhecimento técnico.

Em 2000, lança a campanha “Um café por Timor”, angariando fundos para construir e reabilitar escolas. O projeto recebe reconhecimento internacional em 2003 e o café timorense afirma-se no mercado global, com a Delta a continuar a sua comercialização.

Entra Figo, sai um anúncio para a Delta

— 1900

A Delta lança um anúncio icónico para o Mundial de 2002 com Luís Figo, associando o café à seleção nacional. No filme, os gestos do jogador sincronizam-se com a transmissão de um jogo, criando um momento de entusiasmo. Apesar da forte campanha, Portugal é eliminado na fase de grupos, sem golos de Figo.

O (enorme) coração Delta

O Coração Delta nasce em 2005 como uma associação de solidariedade social do Grupo Nabeiro, dando continuidade ao espírito de apoio à comunidade iniciado por colaboradores da Delta. A sua ação estende-se a várias gerações: apoia crianças através do Centro Educativo Alice Nabeiro, incentiva jovens adultos com programas de qualificação e inserção profissional e combate a solidão dos idosos com o programa Tempo Para Dar. Ao longo dos anos, expande-se, criando impacto social significativo em Campo Maior e além.

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A febre dos calendários

— 1900 —

Em 2007, a campanha do Delta Lote Chávena tem Nuno Markl como protagonista e rapidamente ganha vida própria. No anúncio, o humorista luta para acordar até que um café resolve tudo. Nos cartazes, a frase “Reconhece-se até de olhos fechados” inspira fãs a criarem versões alteradas da imagem, dando origem ao blogue Vandalismos da Delta. A marca abraça a iniciativa e transforma-a num concurso, premiando a criatividade espontânea do público. O fenómeno reforça a relação entre a Delta e o humor, tornando-se um sucesso inesperado.

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2009
Capítulo VII
2020

À descoberta do mundo

— 2007 —
Capsulas Delta QMáquina Delta Q

Delta Q: A entrada no novo mundo das cápsulas de café

Em 2005, durante um almoço no restaurante Martinho da Arcada, Rui Miguel Nabeiro testemunha a frustração do avô perante as críticas à ausência de cápsulas de café na oferta da Delta. Determinado a responder a essa necessidade, assume o desafio de desenvolver um sistema próprio. Dois anos depois, nasce a Delta Q, com o objetivo de proporcionar um expresso de alta qualidade de forma prática e acessível.

Lançada oficialmente a 7 de novembro de 2007, a Delta Q rapidamente conquista o mercado português, superando as metas iniciais de 500 mil máquinas e 325 milhões de cápsulas vendidas. Com a inovação no centro da estratégia, a marca expande-se para 25 países, incluindo o Brasil, Canadá, Austrália e Emirados Árabes Unidos. Através da Diverge, o centro de inovação do Grupo Nabeiro, continua a desenvolver novos produtos e serviços, contando atualmente com 29 blends exclusivos e quatro máquinas próprias, produzidas na TecniDelta II, em Campo Maior. Com lojas físicas em Lisboa, Porto e Vitória (Brasil), a Delta Q mantém-se como referência no segmento de café em cápsulas, consolidando a sua posição no mercado global.

Festival Delta Tejo dá música a 50 mil pessoas

— 2008 —

O Delta Tejo, festival realizado em Lisboa com vista para o Tejo, combina música, café e sustentabilidade. Em 2008, na sua segunda edição, atrai 50 mil visitantes e reforça o conceito de dar destaque a artistas de países produtores de café.

Além dos concertos de nomes como Adriana Calcanhotto e Sam The Kid, o evento oferece experiências como cocktails de café, prémios e o Delta Jump, uma queda livre de 60 metros. No final, a Delta compensa a pegada carbónica do festival com a plantação de 50 mil árvores no Gerês.

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Diverge, Centro de Inovação

Diverge, a fábrica de novas ideias do Grupo Nabeiro

— 2010 —

A Diverge, criada em 2010, é o Centro de Inovação do Grupo Nabeiro, combinando design, engenharia e investigação para desenvolver produtos inovadores. A equipa acompanha todo o processo, da ideia à industrialização, e envolve os colaboradores através do modelo de inovação da Delta. Entre as suas criações destacam-se o robô Qoffee Qar, o sistema de extração rise, a plataforma MyQoffee, a cápsula biodegradável Delta Q eQo e a máquina de café portátil walq.

A Delta à descoberta do Brasil (e do mundo)

— 2010 —

A Delta iniciou a sua internacionalização em 1986, entrando no mercado espanhol, e reforçou a aposta em 1998 com a chegada a Angola. No novo milénio, a expansão acelerou, com a entrada em França (2007), Luxemburgo (2011) e Brasil (2012), onde estabeleceu a Delta Foods Brasil. Em 2014, chegou à China, o seu maior mercado até então.

Hoje, a Delta está presente em mais de 35 países, através de operações diretas ou parcerias. As exportações já representam mais de 30% da faturação do Grupo Nabeiro, com o objetivo de ultrapassar os 50% e posicionar a Delta entre as 10 maiores marcas de café do mundo até 2030.

Luxemburgo

Luxemburgo

Reino Unido

Reino Unido

Brasil

Brasil

São Paulo, Brasil

São Paulo, Brasil

São Paulo, Brasil

São Paulo, Brasil

Luxemburgo

Luxemburgo

Namíbia

Namíbia

Espanha

Espanha

Reino Unido

Reino Unido

“O Café da sua Vida”

Em 2013, a Delta apresenta uma nova identidade visual, marcando a primeira unificação da marca a nível global em mais de 50 anos. O icónico triângulo vermelho mantém-se, mas com linhas mais suaves e um contorno mais escuro, enquanto as letras amarelas recuperam a caixa alta do design original de 1961. Esta mudança reflete a modernização da marca sem perder a sua essência.

Ao longo dos anos, a imagem da Delta evoluiu gradualmente. Nos anos 80, o logótipo foi reformulado com letras amarelas contornadas a preto, destacando-se sobre o triângulo vermelho. Em 1999, a identidade foi novamente ajustada: as letras diminuíram, a palavra “Cafés” passou a amarelo e “Delta” ficou a branco, enquanto o triângulo ganhou um contorno amarelo.

A renovação de 2013 surge acompanhada de um novo slogan, “O café da sua vida”, que simboliza a ligação da marca ao quotidiano dos consumidores e reforça o seu legado de qualidade e inovação.

  • 1961

    1961

  • Anos 80

    Anos 80

  • 1999

    1999

  • 2013

    2013

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A inauguração doCentro Ciência do Café

— 2014 —

É no dia do 83.º aniversário de Rui Nabeiro, a 28 de março de 2014, que o antigo Museu do Café dá lugar ao novo Centro de Ciência do Café (ccc), que demoraria apenas um ano até ser distinguido com o Prémio Museu Português, atribuído pela Associação Portuguesa de Museologia.

O novo Centro de Ciência do Café surge como uma unidade de interpretação, divulgação científica e tecnológica, e ainda promoção turística da Delta Cafés, com o objetivo assumido de se tornar uma referência nas áreas de desenvolvimento científico, tecnológico, educacional, turístico e cultural.

Situado na Herdade das Argamassas, o edifício conta com uma área total de 3426 metros quadrados, divididos entre dois andares organizados em diferentes áreas de exposições, um auditório, uma loja e, como não podia deixar de ser, uma cafetaria. Os visitantes são convidados a percorrer a história, a cultura e a ciência do café, da planta à chávena, numa viagem interativa que dá a conhecer o acervo da Delta e o seu património cultural. “O Centro de Ciência do Café pretende ser um centro de encontro de pessoas das mais diversas áreas e interesses”, explica Helena Nabeiro, administradora da Associação do CCC, “dispondo para isso de um espaço de exposições temporárias onde, lado a lado com a ciência, pretendemos fomentar a difusão da arte e da cultura”.

Primeira versão

Lançada em 2015

As máquinas de café Made in Alentejo

Segunda versão

Terceira versão

A Mayor foi evoluindo ao longo do tempo. O mais recente modelo produzido em campo maior é de 2020 – a Mayor Maxima. Os comandos são dados através de uma App que liga e desliga a máquina, aquece as chávenas, programa a pré-infusão e permite aceder a estatísticas e apoio técnico.

TecniDelta – unidade nascida em 1998 que se dedica à assistência técnica para máquinas e outros equipamentos de café – junta-se a 4 de fevereiro de 2015 a TecniDelta II.

O novo espaço, com uma área de quase dois mil metros quadrados situado em Campo Maior, envolve um investimento de cerca de um milhão de euros e cria 14 novos postos de trabalho. A TecniDelta II assume, daqui para a frente, a produção de máquinas de café, que até então eram fabricadas em Itália.

A primeira versão da máquina Mayor exigiu quatro anos de esboços e de testes, mas é lançada ainda em 2015. De utilização simples, baixo custo de aquisição e alta fiabilidade, trata-se de um equipamento de extração de café destinado a uso profissional, indicado para hotéis, restaurantes e cafés.

Segundo o próprio Rui Nabeiro, resulta “de muitos anos de trabalho com clientes e com máquinas de café de todo o mundo”, com o objetivo de oferecer “o melhor café de Portugal”. Para o país e para o mundo.

Além de servirem o mercado nacional, as máquinas de café Mayor seguem também para países como Angola, França, Espanha ou Luxemburgo. “O café é português, as máquinas também”, explica João Manuel Nabeiro na cerimónia de inauguração da TecniDelta II. “Além da troca comercial, também a amizade que se trava ao longo dessa relação é um importante capital para a Delta Cafés. Se o café é um cartão de visita, acredito que as máquinas também o serão na difícil tarefa de internacionalização.”

Rui Miguel Nabeiro a demonstrar o funcionamento do robô Qoffe Qar.

Rui Miguel Nabeiro a demonstrar o funcionamento do robô Qoffe Qar.

O robô Delta que serve café na Web Summit

— 2016

O Qoffee Qar, fruto da colaboração entre a Delta Q e a startup portuguesa Follow Inspiration, foi um dos destaques da Web Summit 2016, em Lisboa. Este robô inovador, equipado com uma máquina de café, utilizava inteligência artificial e reconhecimento facial para seguir as pessoas e servir café sem que precisassem de procurá-lo.

Além do Qoffee Qar, a Delta Q – marca de café oficial do evento – desenvolveu máquinas fixas com painéis translúcidos e tecnologia LED, permitindo aos visitantes observar o funcionamento interno dos equipamentos. Para Rui Miguel Nabeiro, esta presença na Web Summit representou um statement estratégico da visão inovadora da empresa.

Resistência e solidariedade em tempo de pandemia

— 2020

Em 2020, a pandemia de covid-19 trouxe um grande desafio para a Delta, com o setor horeca a registar uma quebra de 30%. Em resposta, o Grupo Nabeiro lançou várias iniciativas solidárias, como a produção de equipamentos de proteção, a distribuição de refeições e cabazes essenciais, e a criação da plataforma Delta com Todos para apoiar clientes financeiramente.

Apesar das dificuldades, a empresa manteve-se ativa e inovadora, sem cortes ou layoffs, lançando novos produtos como a Mayor Maxima, Delta Slow Coffee e a bebida fria Bruma, além de estabelecer uma parceria com a Why Not para diversificar o mercado.

Trabalhador Delta com máscara

Trabalhador Delta com máscara

2021
Capítulo VIII

A delta hoje

— 2021 —

Há 60 anos eram três, hoje são 3500.

Fundada em 1961 num pequeno armazém de 50 metros quadrados, a Delta cresceu para se tornar um império com presença em mais de 35 países e cerca de 3500 colaboradores. O que começou como um pequeno negócio de café transformou-se num grupo empresarial que atua em diversas áreas, da alimentação à hotelaria, passando pelo setor automóvel e imobiliário. O sucesso deve-se à visão de Rui Nabeiro, que desde cedo soube adaptar-se ao mercado, conquistando clientes pessoalmente, com um lema que ainda hoje define a marca: “um cliente, um amigo”.

Ao longo de seis décadas, a Delta evoluiu constantemente, guiada por três pilares fundamentais: responsabilidade social, inovação e sustentabilidade. A responsabilidade social reflete-se no compromisso com as pessoas, algo que Rui Nabeiro sempre defendeu – para ele, o sucesso não se acumula, mas partilha-se. A inovação tem sido um motor essencial para manter a relevância da marca e surpreender o mercado, com produtos diferenciadores como a cápsula biodegradável Delta Q eQo.

Já a sustentabilidade, presente na estratégia do Grupo Nabeiro desde os anos 90, tornou-se ainda mais prioritária, com medidas como a adoção de energia 100% renovável na fábrica Novadelta, a eletrificação da frota comercial e o programa ReciQla, que promove a reciclagem de cápsulas usadas.

Pensando no futuro, a Delta investe também na produção de café nos Açores, em parceria com a Associação de Produtores de Café da região. Este projeto não só reduzirá a pegada ecológica do setor, como valorizará os recursos nacionais, com o objetivo de lançar o café açoriano no mercado entre 2023 e 2025.

Sessenta anos depois, a Delta continua a crescer e a inovar, mantendo-se fiel ao seu legado. Como afirmou Rui Nabeiro à sua neta numa entrevista recente, a família que carrega este nome tem a responsabilidade de manter o que foi construído e fazê-lo crescer todos os dias. O futuro da Delta constrói-se com o mesmo espírito firme, rigoroso e corajoso que sempre a distinguiu.

Rui Nabeiro

Rui Nabeiro

1931 — 2023

Delta — Delta Cafés